Arquivo da categoria: Tecnologia

Amazon AWS Glacier – Alternativa em nuvem para cópias de segurança

Quase 4 meses depois de iniciar o uso do Amazon Web Service Glacier, gostaria de apresentar esse serviço da Amazon que pretende servir de alternativa às fitas de backup e outras opções de guarda a longo prazo de seus documentos digitais.

O Glacier é parte do conjunto de soluções em nuvem da Amazon. Uma opção de armazenamento de grande quantidade de dados que terão acesso pouco frequente, baixo custo e armazenamento por longo prazo.

Considere-o como um serviço interessante para armazenar documentos eletrônicos/digitais pessoais como fotografias, vídeos e outros que você não quer perder quando descobrir que o HD do seu computador ou aquele DVD-R importante está estragado.

Empresas também vão perceber o valor do AWS Glacier para armazenar seus documentos de valor permanente.

Imagine o Glacier como uma espécie de disco virtual, no que diz respeito a ser um espaço de armazenamento remoto. Mas ele não sincroniza pastas em seu computador, você precisa realizar o upload de seus dados para sua conta no Glacier (pode enviar muitos terabytes de dados, ele aguenta).

Recomenda-se que seja feito um planejamento de quais documentos e como eles serão preparados para o armazenamento no Glacier, de minha parte, tenho preparado pacotes com o formato 7-zip antes de enviar.

Baixa frequência de acesso de dados

Pode enviar terabytes de dados para o Glacier, há espaço suficiente e o envio é gratuito.

No entanto, para recuperar uma pasta ou documento eletrônico depositado, você precisa esperar 3 a 5 horas após a solicitação. Essa é a primeira característica que deverá ficar atento. Caso queira depositar documentos que você consulta frequentemente, o Glacier não é a solução que procura.

Se pretende depositar aqueles dados que você precisa recuperar pouquíssimas vezes ao ano (como quando seu HD queimar e você precisar recuperar cópias), o Glacier é para você ou sua empresa.

Mas, atenção! Há custos, leia a seguir.

Baixo custo

Recuperar documentos no Glacier será gratuito se você permanecer em um patamar de recuperação abaixo de 1 GB/mês.

A recuperação dos documentos enviados pode custar a partir de US$ 0.12 (doze centavos de dólar), depois dos primeiros 1 GB gratuitos, até os primeiros 10 terabytes, se ocorrido dentro de um mesmo mês. Para uma tabela mais específica, consulte as regras de preço do serviço.

Como usar o AWS Glacier – o básico

1. Tenha uma conta na AWS. O site está em português e não é difícil se cadastrar. Se você já comprou algo na Amazon, então pode usar a mesma conta.

2. Sugiro que use o aplicativo FastGlacier. Há uma versão gratuita que usei por alguns dias antes de decidir adquirir a versão “Pro”, que permite enviar os documentos mais rápido. Se não quiser gastar 39 dólares por (muito) mais velocidade, pode continuar usando a versão gratuita.

3. Adotei como prática criar pacotes compactados com o 7-zip. Posso enviar uma pasta de fotos de um determinado evento de uma vez só e recuperar com agilidade semelhante quando precisar.

Representação da informação e computação cognitiva

Representar a informação é uma atividade nobre, ou percebida como uma das mais importantes no tratamento informacional/documental. Criar condições de acesso a conteúdos cada vez mais vastos, dentro e fora da rede é, antes de tudo, uma tarefa que suscita a impossibilidade.

Há algum tempo, algo como três anos, escrevi minha dissertação de mestrado sobre o aproveitamento da web 2.0 para viabilizar a descrição arquivística. A idéia é chamar a multidão ávida pelo lúdico na rede e oferecer uma atividade que atenda aos anseios da participação, colaboração e ludicidade que a internet pode proporcionar.

Um exemplo é o projeto Old Weather, que transforma o trabalho de transcrição paleográfica em um jogo de temática bem interessante: torne-se um tripulante de antigos navios e ajude a copiar os dados dos diários de bordo. Você pode se tornar um capitão, dentro das regras e parâmetros do jogo e o projeto ganha uma base de dados com os dados metereológicos capturados pelos navios ao longo de décadas.

Mas, se apenas os diários de bordo já constituem um conjunto impossível de representar com uma quantidade de pessoas reduzida, como são as equipes nas instituições, considere todo o universo documental dentros dos arquivos ao redor do mundo. Há muito. Mesmo a multidão da internet pode se cansar.

E as máquinas? Elas não podem representar? Não podem interpretar textos sem as marcações semânticas da web 3.0?

Há quem argumente que um dos filões laborais dos profissionais da informação é justamente a representação da informação, que, junto com a mediação,  se constitui na exclusiva capacidade humana de interpretar as nuances da linguagem e dos registros.

Mas as máquinas estão correndo contra o “tempo perdido”. A computação cognitiva pode atuar nesse contexto em pouco tempo. O projeto Watson, da IBM, por exemplo, quer justamente criar a possibilidade de máquinas realizaram o chamado processamento de idioma nativo, Não é tarefa fácil, a linguagem é imprecisa, as vezes irônica, muitas vezes sentimental.

A ciência quer que as máquinas entendam todas essas nuances e um pouco mais. Esse avanço pode ajudar a representar automaticamente os documentos sem marcações semânticas dentro e fora da internet. Será um passo e tanto.

Rádioamadorismo

Fui aprovado em exame pela ANATEL para receber meu Certificado de Operador de Estação de Rádioamador (COER). Agora sou operador Classe C.

Para quem se interessar, o site da estação é http://www.pu6ric.info

O blog está parado, mas quando coisas impostantes assim acontece, eu sempre darei um jeito de publicar por aqui. 🙂

Um abraço (ou 73),

Ricardo

Catálogo web do compositor Lindembergue Cardoso

O Projeto “Marcos Históricos da Composição Contemporânea na UFBA” anuncia seu mais recente lançamento: o catálogo-web do compositor Lindembergue Cardoso (1939-1989). Realizado pela pesquisadora Ilza Nogueira, em homenagem ao septuagésimo aniversário de nascimento do compositor, o catálogo se encontra disponibilizado no site do projeto (http://www.mhccufba.ufba.br/) em versão web integralmente ilustrada e em formato “PDF”, para download.

Organizado por instrumentação – do solo ao complexo de solista(s), coro e orquestra –, o catálogo inclui ainda dois índices de busca – por ordem alfanumérica e cronológica – e, como anexos, a cronologia de vida do compositor (organizada por Lucy Cardoso), sua discografia e bibliografia até 2009.

A idealização editorial é do Prof. Dr. Pablo Sotuyo Blanco e o trabalho de implementação eletrônica foi realizado por Lindembergue Rocha Cardoso Filho.

Fonte: Divulgação por email, na lista Todos-l da UFBA

Novo texto publicado em periódico trata de aspectos teóricos e históricos da descrição arquivística e a evolução dos instrumentos de referência até a Web 2.0

O periódico do Instituto de Ciência da Informação da UFBA acaba de lançar mais uma edição e um dos artigos publicados é produto da minha pesquisa de mestrado.

Continue lendo Novo texto publicado em periódico trata de aspectos teóricos e históricos da descrição arquivística e a evolução dos instrumentos de referência até a Web 2.0