Resultado do Concurso de monografias de Arquivologia da Bahia

No último dia do Cinform – Encontro Nacional de Ensino e Pesquisa em Informação foi divulgado o resultado do primeiro concurso de monografias de arquivologia da Bahia, promovido pela Associação dos Arquivistas da Bahia – AABA.

Minha monografia de conclusão de curso foi a segunda colocada e tratava de “aspectos introdutórios” de representação de informação arquivística, na verdade, sobre uso de normas, padrões de metadados (EAD-DTD) e o projeto Archives Hub.

Quem quiser ler, pode acessar a versão publicada no periódico Ponto de Acesso, do ICI-UFBA. Basta acessar o menu de “Produção” acima que o link estará disponível nos submenus “Tudo (lista completa)”, “Artigos em periódicos” e “Monográficos”.

Esse tipo de concurso é uma boa forma de incentivar os estudantes a se dedicarem ao máximo na elaboração do trabalho. Parabéns à AABA!

Disponibilização de bases de dados arquivísticas legadas na Web

A maior parte das grandes instituições arquivísticas possuem suas bases de dados acerca dos acervos que custodiam. Geralmente são registros dos itens documentais, como é o caso do Arquivo Público da Bahia, cujas bases começaram a ser construídas a cerca de dez anos, salvo engano.

O grande problema dessas bases é que foram pensadas, construídas e mantidas ligadas a sistemas que permitem apenas a consulta local, sem acesso remoto. Disponibilizar essas bases na internet é um interessante desafio e muitas instituições ainda não conseguiram fôlego suficiente para encara-lo.

O Arquivo Público da Bahia tem um trabalho nesse sentido, intencionando a migração das suas bases para internet, o que demanda a mudança do Sistema Gerenciador de Banco de Dados e da interface utilizada. Atualmente estamos experimentando com o SGBD MySQL e a linguagem de programação PHP.

Qualificar os antigos e os novos instrumentos de referência/pesquisa por meio da adoção das normas de descrição arquivística é louvável, mas há muitos dados que podem ser úteis aos pesquisadores se estivessem disponibilizados, mesmo que não normalizados, na web.

Você conhece alguma instituição em situações ligadas a essa problemática? Já pensou sobre como ela está enfrentando a situação? Se desejar, mande um comentário contando!

Teste online para mensurar a "Personalidade" e a "Múltipla Inteligência"

Visitando o blog de um amigo, descobri o MyPersonality.Info, um site com testes de personalidade, inteligência e outras coisinhas. Achei a idéia curiosa.

O teste de personalidade é baseado nos tipos psicológicos de Carl Jung e na pesquisa de personalidade de Myers-Briggs. O de múltipla inteligência é baseado na teoria de Howard Gardner.

Fiz o de múltipla inteligência e personalidade e olha no que deu.

Usando milhagens para ir aos eventos de Arquivologia

Recentemente descobri que um dos meus cartões de crédito possuía um programa de pontuação que permite a conversão em milhagens em companhias aéreas.

Me empolguei. Sai procurando os últimos tickets de passagens que eu possuía e comecei a transformá-los em pontos de milhagem, consegui 1800 pontos. O programa de milhagens que escolhi foi o da TAM, no qual eu já havia feito o cadastro, mas nunca havia transformado as passagens em pontos antes por falta de interesse.

A pontuação do cartão de crédito me rendeu mais 1800. Com esse somatório, já poderia economizar uma passagem de ida (a depender, eu voltaria andando…).

Descobri ainda que a TAM possui parceria com alguns cartões de credito, transformando cada real pago nas faturas em 1,33 pontos de milhagem. Isso iria aumentar em 33% o incremento da minha pontuação, disse eu cá com meus botões…

Se é pra pagar a fatura, que pelo menos eu ganhe milhagens… Esse ano teremos um punhado de eventos de Arquivologia e de Ciência da Informação que quero participar, portanto, as milhagens ajudam.

Fiz minha proposta para um desses cartões da TAM (pelo Itaúcard, pois o Unicard me complicou muito a vida…), se eles elevarem meu limite ao valor que quero, eu cancelo meus outros e uso apenas esse.

Holmes indexa mais um periódico em CI: Liinc em Revista

Acabo de incluir o periódico eletrônico Liinc em Revista no Holmes. A primeira coleta de metadados revelou 43 artigos no Liinc e que foram incluídos na base do Holmes.

Agora as estatísticas apontam 35 periódicos ou repositórios e cerca de 24.743 trabalhos indexados no campo de estudos da Informação.

Hoje também disponibilizei um texto sobre o Holmes na área de Produção do meu blog. O texto foi apresentado no XIV SNBU, que ocorreu em Salvador-Ba no ano de 2006.

Descrição Arquivística na Web: o que há de vir

Pessoas no arquivoFalar de descrição arquivística é falar de representação da informação, ou representação arquivística, como aponta a autora Elizabeth Yakel (2003). Na Arquivologia, estamos acostumados a ouvir ou ler que temos que descrever o conteúdo e o contexto, isso para prover acesso.

Promover acesso é um lado da moeda (do outro lado estaria a preservação), como diria meu orientador de pesquisa. É o acesso que permite a construção da identidade cultural dos consulentes de um acervo, cujo conteúdo sirva para isso. Ou ainda, conhecer a história dos grupos sociais ou entorno em que vivemos. Ou, mais além, entender melhor culturas e grupos diferentes dos nossos.

O esforço em construir uma revisão de literatura sobre a descrição arquivística, no âmbito do mestrado, é recompensada por novas formas e possibilidades que a Web apresenta. Não apenas o acesso rápido e fácil, mas, muito mais que isso, a interatividade possível e o processo de construção colaborativa da representação da informação arquivística.

Muitos pesquisadores possuem informações e idéias excelentes, que podem auxiliar na pesquisa de outros, mas isso não é aproveitado. Não há, digamos, uma gestão desse conhecimento (olha a gestão do conhecimento marcando presença na arquivologia, alguém duvidava dessa possibilidade?).

Colocar nossos instrumentos de referência (opa, estamos acostumados com o termo “instrumentos de acesso”) na Web, pura e simplesmente, não significa aproveitar o que a Web pode oferecer.

Meu trabalho no mestrado se propõe a pensar nessas possibilidades, convido aos interessados a acompanharem o blog, aqui irei avisar dos trabalhos e eventos que deverei falar mais sobre isso.

Que venham esses próximos dois anos. 🙂

– Ricardo Sodré Andrade

YAKEL, Elizabeth. Archival Representation. In: Archival Science, vol. 3, 2003.

Formas de comunicação pessoal: a utilidade desse blog

As pessoas fazem possuem blog pelos mais diversos motivos. Da criação de um diário pessoal e público, em um exercício egocêntrico, porém válido, até o que podemos chamar de utilidade pública, com a publicação de conteúdos úteis à outras pessoas.

Depois da criação do Portal do Arquivista, percebi que haviam coisas que eu queria falar, mas o portal não era o local. Notícias relacionadas às minhas idas aos eventos ou recentes publicações em periódicos destoavam dos conteúdos abrangentes que o portal costuma publicar.

Veio então a idéia de um blog pessoal, onde eu pudesse ter liberdade de publicar conteúdos que se referiam a mim e a meu trabalho. O nível de impessoalidade do Portal do Arquivista não irá vigorar aqui, é um espaço pessoal, porém, destinado a estabelecer comunicação com meus amigos e desconhecidos interessados em minha produção.

A utilidade se resume a ser um veículo do que eu fizer e que seja de interesse de outros, como o compartilhamento de pensamentos ou da produção de conhecimento que ocorre no âmbito do mestrado, minha atual atividade acadêmica ou do trabalho, ligado ao campo da Arquivologia.

E a comunicação não é unilateral, os campos de comentários existem para que seja possível a troca de impressões entre os visitantes, não deixe de comentar!

abraço,

Ricardo Sodré Andrade

Quase muita coisa