Todo mundo deveria desenvolver essas habilidades antes dos 18 anos

Escolas deveriam preparar você para a vida real, mas raramente conseguem alcançar esse objetivo de forma plena. Se você procura pelo que é essencial para ensinar a suas crianças (ou aprender depois de adulto), aqui estão algumas sugestões de Harvard.

Como sugere Julie Lythcott-Haims, ex-Harvard e autor, quando as pessoas alcançam 18 anos de idade,  elas devem ter algumas habilidades básicas para navegar pela vida. Dentre essas habilidades, mas não necessariamente limitadas a elas, estão:

  1. Saber falar com estranhos.
  2. Saber se localizar na sua cidade, campi etc.
  3. Saber realizar inscrições, gerenciar cargas de trabalho e prazos.
  4. Contribuir para o funcionamento do lar onde vive.
  5. Lidar com problemas pessoais.
  6. Lidar com altos e baixos.
  7. Ser capaz de ganhar e gerenciar dinheiro.
  8. Ser capaz de assumir riscos.

Muitas dessas habilidades não são ensinadas nas escolas. De fato, algumas delas são desencorajadas. Qual escola ensina as crianças a assumir riscos? Alguns adultos podem passar a vida inteira sem aprender a fazer isso. De qualquer forma, quando você se torna adulto e precisar encarar seus próprios problemas, essas habilidades serão valiosas. Você pode ler mais sobre essas habilidades no Quora (em inglês).

Traduzido de Everyone Should Have These Skills Before They Turn 18 (Lifehacker)

 

Amazon AWS Glacier – Alternativa em nuvem para cópias de segurança

Quase 4 meses depois de iniciar o uso do Amazon Web Service Glacier, gostaria de apresentar esse serviço da Amazon que pretende servir de alternativa às fitas de backup e outras opções de guarda a longo prazo de seus documentos digitais.

O Glacier é parte do conjunto de soluções em nuvem da Amazon. Uma opção de armazenamento de grande quantidade de dados que terão acesso pouco frequente, baixo custo e armazenamento por longo prazo.

Considere-o como um serviço interessante para armazenar documentos eletrônicos/digitais pessoais como fotografias, vídeos e outros que você não quer perder quando descobrir que o HD do seu computador ou aquele DVD-R importante está estragado.

Empresas também vão perceber o valor do AWS Glacier para armazenar seus documentos de valor permanente.

Imagine o Glacier como uma espécie de disco virtual, no que diz respeito a ser um espaço de armazenamento remoto. Mas ele não sincroniza pastas em seu computador, você precisa realizar o upload de seus dados para sua conta no Glacier (pode enviar muitos terabytes de dados, ele aguenta).

Recomenda-se que seja feito um planejamento de quais documentos e como eles serão preparados para o armazenamento no Glacier, de minha parte, tenho preparado pacotes com o formato 7-zip antes de enviar.

Baixa frequência de acesso de dados

Pode enviar terabytes de dados para o Glacier, há espaço suficiente e o envio é gratuito.

No entanto, para recuperar uma pasta ou documento eletrônico depositado, você precisa esperar 3 a 5 horas após a solicitação. Essa é a primeira característica que deverá ficar atento. Caso queira depositar documentos que você consulta frequentemente, o Glacier não é a solução que procura.

Se pretende depositar aqueles dados que você precisa recuperar pouquíssimas vezes ao ano (como quando seu HD queimar e você precisar recuperar cópias), o Glacier é para você ou sua empresa.

Mas, atenção! Há custos, leia a seguir.

Baixo custo

Recuperar documentos no Glacier será gratuito se você permanecer em um patamar de recuperação abaixo de 1 GB/mês.

A recuperação dos documentos enviados pode custar a partir de US$ 0.12 (doze centavos de dólar), depois dos primeiros 1 GB gratuitos, até os primeiros 10 terabytes, se ocorrido dentro de um mesmo mês. Para uma tabela mais específica, consulte as regras de preço do serviço.

Como usar o AWS Glacier – o básico

1. Tenha uma conta na AWS. O site está em português e não é difícil se cadastrar. Se você já comprou algo na Amazon, então pode usar a mesma conta.

2. Sugiro que use o aplicativo FastGlacier. Há uma versão gratuita que usei por alguns dias antes de decidir adquirir a versão “Pro”, que permite enviar os documentos mais rápido. Se não quiser gastar 39 dólares por (muito) mais velocidade, pode continuar usando a versão gratuita.

3. Adotei como prática criar pacotes compactados com o 7-zip. Posso enviar uma pasta de fotos de um determinado evento de uma vez só e recuperar com agilidade semelhante quando precisar.

Lusofonia como espaço cooperativo entre instituições arquivísticas

Nos últimos dias, me concentrei na busca do entendimento do que é a Lusofonia, procurando por uma conceituação que pudesse ser utilizada como delimitador do escopo de minha investigação para doutoramento.

A pesquisa está caminhando para o entendimento das intenções e efetivas apropriações dos media participativos por parte dos principais arquivos públicos de países lusófonos. A investigação proposta está muitos passos além da pesquisa que efetuei no âmbito de meu mestrado, que investigou o arquivo nacional e estaduais brasileiros no uso de recursos da Web 2.0, em 2010. Dessa vez, o estudo lida com as pluralidades dos diversos países que adotam oficialmente a língua portuguesa e que estão distribuídos pelos diversos continentes, como a América do Sul (Brasil), Europa (Portugal), África (Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde) e Ásia (Timor-Leste).

Ainda há os territórios de falantes do português, como Goa (Índia) e Macau (China). Estes ainda estão sendo considerados para a pesquisa e, mesmo que não façam parte das análises, não devem ser esquecidos como integrantes do entendimento alargado da geografia lusófona.

Dado os oito países, o que há de comum e excepcional nesses lugares que os tornam importantes para um estudo em informação e comunicação, concentrado nas instituições arquivísticas? Que importância há na lusofonia, seus fluxos, redes, e em seus países para se tornarem expressivos para essa pesquisa proposta?

O começo está na herança lusitana comum, obtida desde o período das colonizações portuguesas. Não se pode jamais esquecer da pluralidade cultural que floresceu em cada um desses oito países ao longo dos últimos séculos e que, também, lusofonia não é uma rememoração de relações império-colônia, mas a afirmação da possibilidade de confraternização e cooperação entre povos que podem se comunicar facilmente dentro de um mundo contemporâneo hiperconectado e imerso na exigência do conhecimento da língua inglesa como falso pré-requisito obrigatório para todas e quaisquer ações além das fronteiras nacionais.

Sem entrar nos méritos e utilidades (que são reais) de se ter quadros funcionais hábeis no idioma anglo-saxão, as instituições arquivísticas da lusofonia podem criar laços de cooperação técnica entre si usando a própria língua materna, com a garantia de contarem com aproximados interesses históricos, científicos e culturais entre os possíveis parceiros.

Alguns arquivos públicos poderiam apresentar-se bastante ansiosos pelas suas versões de páginas e serviços em inglês, francês ou alemão, esquecendo de criar mecanismos de atendimento e cooperação destinados aos países-primos, algo provavelmente muito mais fácil de realizar que atender os outros países (sonho muitas vezes frustrados já na dificuldade em manter um sítio atualizado e interessante na própria língua portuguesa).

A lusofonia não é uma construção fácil, se refere a um espaço geográfico e linguístico fragmentado, uno em boa parte por um passado, idioma em comum e um contemporâneo esforço de aproximação (ver CPLP).

Há ainda espaço para criação de redes que estreitem o diálogo técnico entre as instituições lusófonas, com vistas ao alcance cruzado dos usuários de cada uma delas. Divulgação, entendimento, cooperação e atendimento entre instituições, acervos e usuários, supranacionalmente, poderia gerar resultados extremamente satisfatórios na compreensão histórica e desenvolvimento técnico, científico e cultural desses países, contribuindo para a disponibilização de cada vez mais conteúdos em língua portuguesa na internet.

Representação da informação e computação cognitiva

Representar a informação é uma atividade nobre, ou percebida como uma das mais importantes no tratamento informacional/documental. Criar condições de acesso a conteúdos cada vez mais vastos, dentro e fora da rede é, antes de tudo, uma tarefa que suscita a impossibilidade.

Há algum tempo, algo como três anos, escrevi minha dissertação de mestrado sobre o aproveitamento da web 2.0 para viabilizar a descrição arquivística. A idéia é chamar a multidão ávida pelo lúdico na rede e oferecer uma atividade que atenda aos anseios da participação, colaboração e ludicidade que a internet pode proporcionar.

Um exemplo é o projeto Old Weather, que transforma o trabalho de transcrição paleográfica em um jogo de temática bem interessante: torne-se um tripulante de antigos navios e ajude a copiar os dados dos diários de bordo. Você pode se tornar um capitão, dentro das regras e parâmetros do jogo e o projeto ganha uma base de dados com os dados metereológicos capturados pelos navios ao longo de décadas.

Mas, se apenas os diários de bordo já constituem um conjunto impossível de representar com uma quantidade de pessoas reduzida, como são as equipes nas instituições, considere todo o universo documental dentros dos arquivos ao redor do mundo. Há muito. Mesmo a multidão da internet pode se cansar.

E as máquinas? Elas não podem representar? Não podem interpretar textos sem as marcações semânticas da web 3.0?

Há quem argumente que um dos filões laborais dos profissionais da informação é justamente a representação da informação, que, junto com a mediação,  se constitui na exclusiva capacidade humana de interpretar as nuances da linguagem e dos registros.

Mas as máquinas estão correndo contra o “tempo perdido”. A computação cognitiva pode atuar nesse contexto em pouco tempo. O projeto Watson, da IBM, por exemplo, quer justamente criar a possibilidade de máquinas realizaram o chamado processamento de idioma nativo, Não é tarefa fácil, a linguagem é imprecisa, as vezes irônica, muitas vezes sentimental.

A ciência quer que as máquinas entendam todas essas nuances e um pouco mais. Esse avanço pode ajudar a representar automaticamente os documentos sem marcações semânticas dentro e fora da internet. Será um passo e tanto.

Em terras portuguesas…

Esse é realmente um blog de poucas atualizações. Enquanto eu não passar a alocar tempo suficiente para escrever pequenos textos dignos desse espaço, vou apenas atualizando um pouco os acontecimentos.

Como comentei em post anterior, escapei do Brasil com destino a Portugal para as minhas aulas no doutoramento em Informação e Comunicação em Plataformas Digitais, curso mantido pelo conjunto Universidade do Porto e Universidade de Aveiro.

Pouco menos de 3 a 4 anos mais e, se Deus quiser, voltarei à pátria com mais um e possivelmente definitivo canudo, completando a tríade Bacharelado-Mestrado-Doutorado.

A foto acima foi tirada na cidade de Guimarães, dentro da bela construção que é o Castelo de Guimarães, em um dos meus 3 fins de semana de folga até agora.

Rádioamadorismo

Fui aprovado em exame pela ANATEL para receber meu Certificado de Operador de Estação de Rádioamador (COER). Agora sou operador Classe C.

Para quem se interessar, o site da estação é http://www.pu6ric.info

O blog está parado, mas quando coisas impostantes assim acontece, eu sempre darei um jeito de publicar por aqui. 🙂

Um abraço (ou 73),

Ricardo

Quase muita coisa